- - Battle for the sun
January 2011
December 2010
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thanks dear :) (and thaanks again for leaving a message! haha)
forever alone.
Não sei se choro ou se sorrio. Só sei que aqui jazem lembranças doces e amargas, aqui jaz uma vida.
Não tenho, na verdade, más lembranças. Até as más lembranças se tornaram boas. Gostaria de poder escrever com ódio, mas não há ódio. Talvez exista um desejo negro de vingança, apenas parcial, apenas para alguns. Quem nunca sentiu tal desejo?
Não há como seguir em frente sem me lembrar desse passado, pois esse passado é tudo. Não se pode abandonar o tudo, a não ser que não se tenha nada a perder. Paradoxalmente, não tenho nada a perder, apenas a ganhar, mas nenhuma vontade.
Não quero acreditar que seja um “fim”, mas sim um “até mais”. No fundo eu espero que o “até mais” se torne um “fim” dentro de mim o mais breve possível.
Não consigo verbalizar exatamente o que sinto. Meus olhos sopram imagens, mas meus dedos não são capazes de codificar, o que é até melhor, assim se evita que as imagens se tornem embaçadas, que a face se torne uma queda d’água, que a garganta abandone o doce silêncio dessa madrugada de 30 de dezembro.
Não posso afirmar que essa é a noite mais dolorosa do ano, afinal, quase todas as outras noites desse ano foram como uma calma fila para o matadouro. Malditos coelhos.
Não há volta, não há cura, não há mais tempo. Não há “e se”, não há final feliz nem triste, não há mais saída. Não há, não, não. Não fechem as cortinas, por favor. Já é tarde demais. Não.
Sim, é o final do ato, do filme, da infância, da vida, talvez. Não.
